Pedi para abrirem o portão daquela mansão como quem pede passagem para fora de um erro. Um erro grande demais, luxuoso demais, frio demais para alguém como eu.
Eu nunca deveria ter entrado ali achando que existia segurança, futuro ou qualquer tipo de promessa que não viesse acompanhada de humilhação.
O portão se abriu lentamente, pesado, imponente, como se fizesse questão de marcar a diferença entre quem entra e quem sai.
Dei alguns passos para fora e, assim que meus pés tocaram a calçada, se