Já passava da meia-noite quando decidi voltar para casa. O relógio no painel do carro parecia me julgar a cada quilômetro percorrido, como se o tempo tivesse se tornado cúmplice da minha covardia. Eu deveria estar preocupado comigo, com o caos que aquela noite tinha se tornado, mas tudo o que minha mente fazia era girar em torno de uma única imagem: Bia sozinha, vulnerável, sem dinheiro, sem um lugar certo para passar a noite.
A ideia me corroía por dentro.
Eu ainda a queria como a mãe do meu f