O gesto foi mínimo. Apenas uma das mãos do Rei do Norte erguida no ar, a palma virada para o caos do salão.
Num mundo governado por homens civilizados, aquele sinal exigiria silêncio. Na Fortaleza de Obsidiana, aquele gesto era o prenúncio literal do apocalipse. A pressão atmosférica no salão despencou de uma forma tão violenta que os meus tímpanos estalaram. O oxigênio pareceu ter sido sugado pelas chamas das lareiras, e o cheiro enjoativo de carne assada foi instantaneamente esmagado por um c