O silêncio do castelo costumava ser o meu refúgio, mas naquela noite, ele se transformou numa prisão asfixiante. As horas arrastavam-se, densas e intermináveis, enquanto eu me revirava sob as peles de urso do meu novo quarto na ala leste. O sono era um animal arisco que se recusava a atender ao meu chamado, espantado pela torrente de pensamentos que ecoavam na minha mente desde a chegada de Astrid e daquela terrível claridade sobre a minha própria solidão.
Desisti de lutar contra a vigília. Afa