A fúria não corria mais nas minhas veias; ela havia se tornado a própria essência da minha respiração.
Os meus pés moviam-se com uma violência cega, as saias do meu vestido varrendo o chão de pedra dos corredores enquanto eu marchava em direção à ala principal. Os guardas, sentindo a aura assassina e absolutamente descontrolada que emanava de mim, recuaram contra as paredes, baixando as lanças e evitando cruzar o meu caminho.
O meu destino era a pesada porta de carvalho entalhado. O quarto do R