As semanas que se seguiram à nossa reconciliação no escuro foram como o nascer de um sol de inverno nas montanhas de Obsidiana: lento, pálido no início, mas que, aos poucos, derretia até as camadas mais profundas de gelo que nos asfixiavam há uma década.
O processo de cura, aprendi, é muitas vezes mais exaustivo do que a própria ferida. A minha recuperação física exigiu paciência. As costelas fraturadas pelo peso da besta que Astrid se tornara protestavam a cada respiração profunda, mas, dia ap