O peso esmagador que outrora habitava o quarto havia se dissipado, substituído por uma calmaria espessa, letárgica e curativa. O nó lupino, aquela trava biológica brutal e indestrutível que nos fundira horas atrás, já havia se desfeito, libertando os nossos corpos da possessão física. Ainda assim, nenhum de nós dois fizera menção de se afastar um único milímetro.
O silêncio reinava, mas já não era o silêncio fúnebre e apodrecido do exílio de Soren. Era a quietude sagrada de um santuário recém-c