Os dias que se seguiram ao fatídico incêndio na Ala Oeste foram consumidos por uma urgência febril de preparativos e por uma poeira de cinzas que o vento cortante da primavera demorou a varrer para fora das muralhas milenares de Obsidiana. O castelo, antes mergulhado num silêncio opressivo ditado pelo medo, agora ressoava com o som dos martelos dos ferreiros reconstruindo portas, o relinchar constante dos cavalos nos pátios inferiores e a movimentação incessante de guardas e criados que, alivia