Lívia despertou antes mesmo de o sol invadir por completo as cortinas do quarto.
Por um instante, permaneceu imóvel, encarando o teto, ainda sonolenta. Então moveu a perna por reflexo — e franziu o cenho.
A dor.
Ela não estava ali.
Sentou-se rapidamente, quase sem acreditar, e apoiou o pé no chão.
Esperou.
Nada.
Nem a pontada habitual.
Nem a ardência.
Só um leve desconforto, quase imperceptível.
Com cuidado, levantou-se.
E andou.
Devagar no começo.
Um passo.
Depois outro.
E outro