63. Confusa
— Não foi um sonho, Noctis. Eu senti o colar vibrar. O espelho… ele me reconheceu. Como se soubesse quem eu era antes mesmo de eu nascer. — Apertei os dedos sobre a pedra do amuleto, agora morna. — Vi o colapso de universos. O desequilíbrio. O selo enfraquecendo. Vi a sombra…
Ele assentiu devagar, os olhos perdidos por um instante na linha do horizonte.
— E isso te confunde.
Soltei um suspiro, quase rindo sem humor.
— “Confundir” é pouco. Eu não sei quem sou, Noctis. Não realmente. Herdeira