62. O Espelho
Caminhamos em silêncio depois da chama. O interior do templo permanecia envolto por uma quietude densa, mas algo havia mudado. Eu sentia. Era como se o próprio ar carregasse o peso de uma verdade à espera de ser revelada.
Nossos passos ecoavam pelas pedras gastas, entre colunas cobertas por musgo e inscrições esmaecidas. Noctis não disse uma palavra, e eu também não. Havia um entendimento silencioso entre nós — aquele lugar exigia respeito. Era um túmulo de eras, um santuário adormecido de um