49. Sombras que crescem.
Nas profundezas do mundo dos sonhos, onde o tempo se desfaz e o real se mistura com o impossível, o ser se alimentava. Era feroz. Era faminto.
Durante séculos, aquele ser habitara os interstícios do mundo, adormecido entre véus e brumas. Mas o evento — aquele rasgo no céu, aquela vibração de poder que percorreu as cidades e abalou o tecido da magia — o havia despertado.
Ao primeiro clarão da aurora distorcida, ele esticou seus longos membros incorpóreos e se ergueu em silêncio, oculto da per