RODRIGO NARRANDO:
O vento da noite batia suave, e eu respirava fundo, sentindo a familiaridade do momento. Meu conversível estava estacionado no lugar de sempre, reluzindo sob as luzes do estacionamento. Entrei, liguei o som e deixei a música preencher o silêncio enquanto dirigia para a mansão dos meus pais. Mesmo sendo o caminho oposto do meu apartamento, ver o Rodriguinho valia o desvio.
Eu esperava que ele ainda estivesse acordado.
A estrada noturna era tranquila, o motor rugia baixinho enqu