GISELE NARRANDO: Os últimos meses foram uma verdadeira montanha-russa emocional. Rodriguinho, meu filho, era o centro do meu mundo. Ele estava crescendo tão rápido, cada dia mais inteligente e com uma curiosidade infinita. Às vezes, eu me pegava encarando seu rostinho, percebendo como ele herdava os traços do pai. Os olhos castanhos profundos, a linha do queixo... era impossível não pensar em Rodrigo, mesmo que, até então, ele fosse apenas uma memória distante. A verdade, no entanto, era que a maternidade não era fácil. Na teoria, eu sabia que seria difícil, mas nada me preparou para a realidade de criar um bebê sozinho. O custo de cuidar de um recém-nascido era maior do que eu imaginava. Minhas economias foram sumindo como areia entre os dedos. Aluguel, contas de luz, água, fraldas, remédios, roupinhas... A cada mês, Rodriguinho crescia, e eu particularmente comprava mais coisas. Quando ele completou cinco meses, passei por mais um obstáculo: meu leite secou. Foi um choque.
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