Sentei-me na borda da cama, segurando o convite de casamento que repousava sobre a mesa de cabeceira. As letras em relevo dourado pareciam brilhar com uma intensidade assustadora: Helena de Guimarães.
Ontem, no jantar, eu vi o que esse nome faz com as pessoas. Ele silencia salas, ele curva espinhas e, nas mãos de Dona Margarida, ele era uma chicote. Agora, ele seria meu. Eu deixaria de ser apenas a 'Lena' — a moça que conhecia os segredos das frestas do assoalho e o cheiro do café fresco — para