Ana
O silêncio do quarto deveria ser reconfortante, mas, naquela noite, parecia um peso sobre meus ombros. Emily já dormia profundamente ao meu lado, sua respiração leve e tranquila, completamente alheia ao turbilhão de emoções que me dominava.
Fechei os olhos, tentando afastar os pensamentos, mas a cena no elevador voltou com força total. O calor do corpo de Léo contra o meu, a forma como seus lábios tocaram os meus sem hesitação. O mais perturbador não era o beijo em si, mas a minha reação. E