Ana
A manhã passou em um turbilhão. Eu mal pude respirar entre as tarefas. Às vezes, me sentia como uma máquina, trabalhando sem parar, sem pensar, apenas respondendo à demanda. Mas a verdade é que por dentro, eu estava frágil. O ambiente novo, as expectativas, a pressão de estar aqui, tudo isso me consumia mais do que eu queria admitir.
Marta não fazia questão de disfarçar a distância. Ela me observava com aqueles olhos calculistas, esperando por qualquer deslize, e eu sabia que não podia vac