Ponto de vista do narrador
O sol ainda engatinhava no céu quando a casa começou a respirar vida novamente. O aroma de café fresco se espalhava pela cozinha ampla, misturando-se ao perfume doce das frutas recém-cortadas. Natália foi a primeira a chegar, os cabelos ainda levemente desalinhados do sono — ou do que havia vindo antes dele — e a pele com aquele brilho suave de quem havia amanhecido feliz.
Rebeca veio logo atrás, arrastando os chinelos cor-de-rosa e segurando um maiô estampado com uma imagem da moranguinho.
— Táia! — ela ergueu o maiô com esforço, o rosto redondo, fazendo biquinho. — Mi Juda? Maio moango, povavô!
Natália sorriu e se abaixou para ficar na altura da menina.
— Claro, meu amor. Depois que terminar de comer, eu te ajudo a vestir o maiô da Moranguinho, tá?
Rebeca deu um pulinho animado e foi se sentar à mesa, já falando sobre escorregadores, bóias e castelos de areia.
Foi então que Carlos Alberto apareceu.
Ele entrou sem fazer barulho, mas ainda assim preenchendo