Ponto de vista do narrador
A noite caíra sobre a cidade como um manto de veludo negro, pontilhado pelas luzes dos arranha-céus. O restaurante Le Noir, no último andar do Edifício Empresarial Central, era o tipo de lugar onde os acordos se fechavam com um aperto de mão e um envelope grosso, longe de atas e testemunhas.
Carlos Alberto chegou cedo, terno Armani azul-marinho, camisa aberta no primeiro botão, o Patek Philippe reluzindo no pulso. Ao lado dele, Letícia Matos, cabelos agora dourados