Ponto de vista do narrador
Carlos Alberto dirigia com uma mão firme no volante, a outra repousando próxima ao câmbio. Em certo momento, lançou um olhar rápido pelo retrovisor, certificando-se de que Rebeca dormia profundamente.
— Foi uma noite divertida — disse, a voz baixa e grave, quebrando o silêncio com naturalidade. — Gosto de ver você cuidando das crianças. Você é tão doce, tão carinhosa — Ele fez uma pausa, o tom ganhando um matiz mais rouco. — Você podia cuidar de mim agora.
Enquanto falava, a mão direita desceu discretamente até o zíper da calça social, abrindo-o com calma, sem pressa. O pau já estava semi-ereto, endurecendo rapidamente com a simples ideia do que viria. Ele o expôs com naturalidade, como se fosse a coisa mais comum do mundo dentro daquele carro.
Natália sentiu o coração acelerar no mesmo instante. Olhou para ele de lado, um rubor subindo pelas bochechas, mas os olhos brilhando de desejo contido. Sem dizer nada, ela se inclinou ligeiramente para a esquerda, o