Juliana Bezerra
Acordei devagar, sentindo o corpo ainda pesado, como se o sono tivesse sido profundo demais. A luz da manhã entrava suave pelas cortinas, aquecendo o quarto num tom calmo, quase preguiçoso.
Estendi a mão para o lado por instinto.
Vazio.
Sentei na cama, piscando algumas vezes até perceber um papel dobrado sobre o travesseiro. Peguei com cuidado, reconhecendo a letra antes mesmo de terminar de ler.
“Minha delicinha,
fui deixar a Mel na escola.
O motorista vai fazer uma revisão no