Capítulo 57

Leo Tudor

Fechei a porta do escritório com a força de quem tenta trancar o inferno lá dentro. O rastro de veneno que a Margoh deixou no ar ainda me sufocava, mas assim que virei o corredor, o cenário mudou. Juliana estava no chão, rodeada de blocos coloridos e de uma pureza que eu não merecia, mas que me recusava a perder.

​O abraço dela foi o meu primeiro fôlego real em horas. Senti o corpo dela tremer de leve e a apertei mais forte, querendo fundir a segurança que eu prometia com a paz que e
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