Lia Perroni
O clique seco do telefone ecoou em meu ouvido, reverberando o terror que se instalara em meu peito. Marcelo havia desligado, deixando para trás um vazio gelado e a certeza de que minha vida havia se tornado um pesadelo ainda pior. Suas palavras cruéis e diretas pairavam no ar, cada sílaba um prego na tampa do caixão da minha esperança. "Sozinha... sem polícia... ou nunca mais verá a Esmel." A ameaça era clara, cortante como uma lâmina.
O medo paralisante começou a se dissipar, dando