Lia Perroni
Vesti minhas roupas com movimentos lentos e pesados, cada peça um lembrete amargo da minha traição. Saí do motel, o sol da tarde castigando minha pele como se quisesse expor minha culpa. Cheguei em casa, o vazio me engolindo assim que fechei a porta atrás de mim. Estava arrasada, o corpo exausto e a alma em frangalhos. Não tinha ninguém a quem recorrer. Luz havia partido para uma excursão pela faculdade, e Esmel, radiante com a tarde no shopping, decidira de última hora dormir na