Marcel
A masmorra era fria. Como se congelasse meus ossos. A pedra suava uma umidade antiga, cheia de promessas esquecidas e sangue seco. Mas o frio que me consumia não vinha do chão, nem do ar.
Vinha de dentro.
Eu não entendia o que fazia ali. Nem por que estava preso. Havia vozes, vultos. Fragmentos. Uma mulher de cabelos brancos chorando sobre meu peito. Um velho de olhos mortos. E fogo. Muito fogo.
Mas tudo o que fazia sentido era ela.
Ravena.
O nome surgia como uma prece silenciosa em minh