Cyrus
A escuridão da masmorra não era diferente da que habitava em meu peito naquele instante. Uma sombra densa, viscosa, feita de ira contida e um desprezo que crescia como veneno. Apoiado contra a parede, envolto pelas sombras que obedeciam apenas à minha vontade, eu estava ali. Imóvel. Observando.
Ela pediu que eu não interferisse.
Ravena. Minha companheira. Minha rainha.
Ela precisava encarar o monstro com os próprios olhos. Precisava olhar para aquela escória e lembrar-se de que não era m