Celeste
O frio das montanhas esgueirava-se pelas dobras de sua capa, mas eu não se importava. O vento cortava como navalha contra o rosto, meus olhos marejados presos no horizonte escarlate que tingia o céu de sangue.
O pôr do sol parecia uma ferida aberta rasgando o firmamento.
Apertei os olhos.
Lá embaixo, os estandartes das alcateias unificadas tremulavam entre as árvores devastadas da clareira onde havia sido erguido o acampamento.
Os lobos de prata remanescentes moviam-se com lentidão,