Voltamos do mar com o corpo pesado e o cabelo duro de sal. O sol já começava a descer, pintando tudo de laranja queimado, e a casa parecia ainda maior depois de horas cercados só por água. Marcelo amarrou o barco com a ajuda do capitão, os meninos desceram arrastando os pés, exaustos, mas com aquele brilho que só dia bom deixa.
— A gente podia comer alguma coisa na cidade na cidade — Marcelo sugeriu, enquanto subíamos a trilha de madeira que levava até a casa.
— Ah, pai… — Noah reclamou,