O vento batia no meu rosto com cheiro de sal, e por alguns minutos eu consegui esquecer tudo: vila, pai, mentiras, nomes trocados, portas azul-claro que não deviam ser abertas. O mar tinha um azul que doía de tão bonito, e os meninos estavam jogados no deque, rindo, molhados, elétricos como se tivessem engolido o próprio oceano.
Marcelo deixou o comando nas mãos de um homem mais velho, pele curtida de sol, olhar atento — devia ser o capitão. Ele veio na minha direção, segurando uma máquina