Quando a porta do apartamento se abriu, eu senti como se estivesse atravessando mais do que um espaço físico. Era como se estivesse puxando comigo tudo o que tinha acontecido nas últimas horas e tentando encaixar aquilo dentro de um lugar que, até então, era só um refúgio provisório. Cristina entrou devagar, uma mão apoiada na barriga, o olhar perdido, como se ainda estivesse tentando entender a própria realidade. Meu pai veio logo atrás, mais contido, quase encolhido dentro da própria presen