O estádio parece grande demais para caber dentro dos meus olhos.
Mesmo depois de tudo o que já vivi ao lado de Romeo, de shows, entrevistas, palcos e multidões, Paris consegue me arrancar o ar. As luzes se espalham como constelações artificiais, milhares — não, dezenas de milhares — de pessoas gritando, cantando, chorando, esperando. O som é um organismo vivo, pulsante, que vibra no peito antes mesmo da banda subir ao palco.
Eu seguro a respiração por um segundo, como se precisasse me lembrar d