Mundo de ficçãoIniciar sessãoVoltar ao estúdio depois de tudo é como entrar numa casa antiga onde eu vivi uma vida inteira… mas com sapatos novos.
O cheiro é o mesmo: madeira, café velho, cabos aquecidos. As paredes ainda carregam pôsteres de turnês passadas, rabiscos de letras escritas às pressas, marcas de copos esquecidos em noites que terminaram com música alta e gargalhadas fáceis. Ainda assim, nada parece exatamente igual.
Sou eu que não sou.
Seguro a guitarra pelo braço, apoiando-a contra o corpo como se ela fosse um velho amigo que eu não via há tempo. Meus dedos tocam as cordas quase por instinto, mas o som que sai não é o mesmo de antes.
Não está errado.







