O silêncio da mansão nunca foi tão barulhento. Mesmo com as cortinas fechadas e a casa inteira mergulhada numa calmaria artificial, eu sentia como se o mundo ainda estivesse gritando lá fora. Meu corpo estava cansado de dias demais sendo forte, de noites demais fingindo que o medo não me visitava quando eu fechava os olhos. Sentei no sofá da sala menor, aquela que quase ninguém usava, com as pernas recolhidas e as mãos apoiadas sobre a barriga já pesada, sentindo minha filha se mexer devagar, c