O tempo deixa de existir no instante em que Stella dobra o corpo no sofá, levando a mão à barriga com um gemido contido que dilacera algo dentro de mim. Não é como as outras vezes. Eu sei. O jeito como ela fecha os olhos, como os dedos se enterram no tecido da blusa, como a respiração perde o ritmo… tudo grita que algo mudou. E o medo, aquele medo primal que eu nunca senti nem nos palcos mais lotados do mundo, explode no meu peito sem pedir licença.
— Romeo… — ela murmura, e a forma como diz me