Não discuti. Aprendi rápido que discutir com Antonia Bianchi é perder tempo — e, de alguma forma, sair abraçada no final.
Agora, o jantar está servido. A mesa grande de madeira ocupa quase todo o espaço da sala de jantar, coberta por pratos fumegantes, taças alinhadas, velas acesas. Há algo de solene ali, mesmo sem ser formal. É celebração. E, por um instante, fico parada observando antes de me sentar, tentando gravar aquela imagem dentro de mim.
Romeo percebe. Sempre percebe.
Ele se aproxima discretamente, pousando a mão quente na curva das minhas costas, inclinando-se só o suficiente para que apenas eu ouça.
— Está tudo bem?
Assinto, sorrindo.
— Está… é só que — respiro fundo — eu nunca estive em um lugar assim.
Ele não pergunta o que quero dizer. Apenas aperta levemente minha cintura, como se dissesse sem palavras: agora você está.
Sentamos. Alice ocupa a cadeira entre o pai e a avó, animada demais para permanecer quieta. Antonia ajeita o guardanapo no colo da neta, ajeita o dela,