Eu não sou exatamente o tipo de cara que acorda num domingo e pensa: “Uau, hoje é um ótimo dia para enfrentar um shopping lotado.”
Mas quando Stella sorriu para mim na mesa do café, com a mão sobre a barriga ainda discreta, e Alice começou a cantar uma música improvisada sobre “o bebê que gosta de chocolate e balé”, eu sabia que não tinha escapatória.
E, sinceramente?
Eu queria aquilo.
Aquele caos doce.
Aquela bagunça de família crescendo.
Aquela sensação de pertencer a algo que vai durar.
O shopping estava movimentado, com luzes brilhantes, cheiros misturados de perfumes e cafés, crianças correndo entre as vitrines e adultos fazendo malabarismo com sacolas. Alice caminhava entre nós, dando pequenos saltos como se estivesse pulando ondas invisíveis, empolgada demais para simplesmente andar.
— Papai, você acha que o bebê vai gostar de dinossauros? — ela pergunta, segurando minha mão e a de Stella ao mesmo tempo. — Ou ele vai gostar mais de unicórnios? Ou… ou… de piratas? Eu posso ensin