Mayra aparece na minha sala antes mesmo das oito da manhã. Ela não bate, não pede licença, não espera minha reação. Apenas entra, joga a bolsa no sofá e abre o notebook com a expressão de quem está prestes a me entregar uma bomba — mais uma.
Eu sei que é ruim antes mesmo de ela falar. O silêncio dela diz mais do que qualquer discurso.
— O que houve agora? — pergunto, apoiando os cotovelos na mesa.
Mayra vira a tela em minha direção. Ela respira fundo, como se estivesse prestes a arrancar um cur