A casa estava em silêncio quando fechei a porta do quarto de Alice. Ela dormia profundamente, abraçada ao leão de pelúcia que Stella comprara para ela no caminho. O sorriso tranquilo da minha irmã sempre foi capaz de derrubar qualquer peso que o mundo colocasse nas minhas costas. Mas hoje, mais do que nunca, aquele silêncio parecia esconder um terremoto prestes a explodir.
E explodiria assim que meu pai e minha mãe vissem as manchetes.
— Vem, amor — digo baixo para Stella, que me espera encosta