Eu nunca fui o tipo de homem que perde o chão facilmente. Já enfrentei palcos lotados, crises da banda, imprensa invasiva, contratos absurdos, turnês intermináveis, separações, escândalos… Nada nunca me deixou realmente apavorado. Mas receber uma ligação dizendo que minha filha estava chorando sem parar, reclamando de dor, dizendo que tinha medo.
Isso me destruiu por dentro de um jeito que não sei nem como descrever. Cada segundo até chegar à escola pareceu uma eternidade. E Stella, ao meu lado, silenciosa, respirando rápido mas firme, me deixava ainda mais consciente do caos que era minha vida naquele momento.
Quando entramos na sala da pequena, Alice estava encolhida num canto, olhos vermelhos, rosto quente, soluçando baixinho. Ela me viu e tentou sorrir, mas o choro voltou mais forte. Era como se todo o incômodo do mundo tivesse se acumulado nela.
Eu me ajoelhei ao seu lado, tentado abraçá-la, mas ela virou o rosto, num gesto que me quebrou por dentro não porque recusou meu colo, m