A primeira noite na mansão de Romeo Bianchi foi uma das mais longas da minha vida. Não por causa do tamanho absurdo do quarto, nem pela cama macia demais ou pelo silêncio quase clínico da casa. Mas porque, pela primeira vez desde que coloquei os pés em Roma, eu realmente estive sozinha — sem Pietra, sem a agência, sem o caos da cidade — apenas eu, o som abafado da própria respiração e o bebê que parecia sentir cada emoção que eu tentava esconder.
Virei de um lado para o outro, incapaz de encontrar uma posição confortável, enquanto a barriga parecia pulsar no ritmo da minha ansiedade. Era como se o pequeno dentro de mim percebesse a tempestade que se armava do lado de fora e respondesse com movimentos insistentes, como se pedisse calma, ou talvez coragem.
A madrugada se arrastou. Em alguns momentos, cheguei a fechar os olhos e quase pegar no sono, mas bastava lembrar da conversa com Romeo, da decisão de manter uma fachada pública, e meu peito se fechava de novo. A ideia de fingir ser n