Uma Azarada para o CEO
Uma Azarada para o CEO
Por: Arco-íris
capítulo 01

SEJAM BEM-VINDOS(AS) À:

𝕌𝕞𝕒 𝔸𝕫𝕒𝕣𝕒𝕕𝕒 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕠 ℂ𝔼𝕆

Eu me chamo Rubi, tenho 23 anos. E eu...sou uma pessoa não muito paciente e me estresso muito fácil. E por isso tive que sair de casa por descontar minha raiva em palavrões ou simplesmente coisas quebradas por aí. Não me lembro muito da minha infância devido a um acidente no passado. E o resto ? vocês já vão descobrir...

A brisa leve do amanhecer, os pássaros voando sobre as árvores e cantarolando. Era o clima perfeito para acordar tranquilamente, e tomar o café da manhã em uma harmonia sem igual. O único problema, é que...EU SOU UMA POBRE AZARADA!

  Ao invés de acordar com uma leve brisa, acordei com o calor de fritar ovo e um banho de suor, acompanhado de uma forte luz solar na cara. E os passarinhos, pareciam estar com dor de garganta, de tão barulhentos. O café da manhã não rolou, o pó de café acabou, o açúcar molhou devido a goteira da chuva da noite passada, e o gás nem quero entrar em detalhes.

  O pão que eu comprei estava duro feito pedra, se jogar em alguém, com certeza quebra a cabeça.

  Acordei tarde, meu celular não está mais funcionando perfeitamente o que sempre me faz perder o primeiro ônibus. Mas, vamos parar de contar as desgraças da vida, porque o tempo não para e como eu disse, acordei atrasada.

  05:45 da manhã. Faltam exatamente 15 minutos para o próximo ônibus passar.

  — Meu Deus ! cadê esse diacho de passe !? — Saio bagunçando minhas roupas e revirando minha gaveta de calcinhas em busca do passe.

  05:50 da manhã. Faltam exatamente 10 minutos para o próximo ônibus passar.

  — Achei ! — comemoro ao achar o passe dentro da carteira que tinha caído atrás da cômoda — nossa finalmente, achei que teria que pagar cinco conto pra ir em uma- —olho para o relógio

  5:55 da manhã. Faltam exatamente 5 minutos para o ônibus passar.

  — Oh porra do caralho ! — saio correndo para fora de casa, fechando o portão na maior pressa e corro para chegar no ponto de ônibus. — Dê tempo por favor !

  Virando a esquina, um carro passa numa poça de lama em alta velocidade me molhando toda e jogando lama em minha calça.

  — Porraaaaaa !!!! — grito olhando o carro sumir rua abaixo — Eu vou nessa carroça de entrevista, custe o que custar! — digo a mim mesma determinada.

  O ônibus logo chega no ponto de ônibus e lá vai eu correr e gritar para o motorista me esperar.

  Por sorte da vida, o motorista era gente boa e me esperou chegar.

  — Nossa mocinha, que dia em ? —diz sorrindo ao ver minhas roupas todas molhadas e sujas.

  — Poisé, a sorte está de mal comigo — sorrio forçadamente.

  — Nossa entendo...nesse caso nem precisa pagar — me olha com uma certa piedade — com um azar como o seu, você merece andar de ônibus de graça !

  — Nossa sério !? — Perguntei animada, finalmente algo bom estava acontecendo comigo.

  — Claro que não né. Acha mesmo que não vou cobrar ? eu tava só zoando — cai na risada junto a todos os curiosos que já tinham entrado no ônibus.

  — Tá achando que eu sou plateia, para você ficar fazendo graça, seu palhaço !? — olho para o motorista com olhar de ódio e depois encaro os outros que se calam rapidamente — Bando de filhos da puta. — pago minha passagem e passo pela catraca me sentando em uma cadeira no fundo do ônibus.

— Calma mocinha eu estava apenas brincando — diz o motorista sem graça.

— Não sou criança para ficarem brincando comigo ! — digo ainda com raiva.

  6:40 da manhã...

  Cheguei no local da reunião. A entrada da empresa era muito bonita e elegante. Tinha um rapaz parado na frente da empresa recebendo as pessoas que participariam da entrevista.

  Me aproximei da entrada e o cumprimentei seguindo para dentro da empresa.

  — Mocinha ! — ele me chama — Não são permitidas pessoas que pedem caridade, por favor se retire — Ele diz de uma forma calma sem me faltar ao respeito.

  Sem me faltar o respeito? "meus ovo" que não me senti ofendida.

  Só porque eu estou suja e com meus cabelos arrepiados, não quer dizer que sou uma mendinga ou alguém precisando de caridade. Eu apenas não estou nos meus melhores dias.

  Resolvi não responder nada para aquele sujeito e apenas o ignorei seguindo meu caminho. Quer dizer, eu tentei...

  — Senhorita, realmente não posso te deixar entrar ! — Diz segurando meu braço me impedindo de entrar.

  — Caramba ! eu vim para a entrevista de emprego que por sinal, vai começar agorinha as 7:00 horas— digo apontando para um relógio enorme pendurado na parede perto da entrada— e como pode ver, já são 6:55. FALTAM SÓ A PORRA DE CINCO MINUTOS, PARA EU CONSEGUIR CHEGAR NO CARALHO DO SEGUNDO ANDAR !!!.

  Surtei. soltei os cachorros em cima do cara e sai bufando, entrando no elevador, enquanto o rapaz ficou me olhando asustado com minha atitude.

  No segundo andar tinha uma velha- quer dizer, uma senhora e um rapaz sentados esperando serem chamados para a entrevista.

  — Nossa mocinha ! o que aconteceu? — me olha com uma certa pena — venha sente-se aqui e conte como você acabou assim

  Me sentei ao seu lado e contei o que tinha acontecido. Desabafei enquanto ela ouvia em silêncio e o homem sentado do outro lado escutava minhas lamentações atentamente.

  No final, ela começou a me dizer que isso era coisa do diabo e que eu devia rezar mais por proteção. Não discordei e nem concordei, afinal, ela estava tentando ajudar.

  Logo todos passaram pela entrevista e foram embora.

  Meu nome rapidamente foi chamado e assim que entrei na sala percebi o olhar surpreso da entrevistadora.

 — Senhorita...Rubi...?— diz me olhando de cima a baixo com um olhar de nojinho.

 — Eu mesma — puxo a cadeira e me siento esperando a entrevista começar.

— Nem precisa se sentar ! olhando sua aparência e forma como chegou ao estabelecimento, posso perceber o tipo de pessoa que você vai ser , trabalhando aqui — ela j**a o meu currículo na lixeira ao lado da mesa.

Aquilo me fez sentir um ódio enorme. Tudo bem que eu não estava limpa, mas também não precisava me tratar dessa forma.

— Pois quer saber dona ? eu é que não quero um emprego nessa carroça de empresa não viu! — me levando da cadeira a arrastando para longe da mesa e saio para fora da empresa passando pelo porteiro que ao me ver, se afastou com medo.

Do lado de fora pego meu celular para verificar os horários dos ônibus e ir para casa. Enquanto olhava os horários, meu celular viciado, desliga me deixando na mão.

— A pronto ! tem como esse dia ficar pior !? — coloco o celular na bolsa e começo a caminhar em direção ao ponto de ônibus mais próximo.

 Um carro em alta velocidade passa por mim e da uma volta suspeita me cercando. Dois homens altos e fortes correm em minha direção, saio correndo na direção oposta mais sou alcançada e arrastada até o carro. Sou jogada para dentro do carro e em questão de segundos acabo desmaiando por causa de um pano com algo suspeito que tampava minha boca e nariz...

continua 😚

obrigada por ler 🍒

curte e comenta o que achou desse capítulo 😊

beijinhos meus brotinhos 🌱

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