Finalmente cheguei à casa dos meus pais. Estou parada na porta tomando coragem para tocar a campainha, respiro fundo e faço isso, toco. A porta abre mais rápido do que eu esperava, quem abre é uma menininha que me chega pela altura do umbigo.
— Sobrinhaaaaa! — Salomé vem me abraçar eufórica.
— Minha tia favoritaaaaa! — correspondo ao abraço igualmente eufórica, balançando-a de um lado para outro.
Sim, eu tenho uma tia de 11 anos. É estranho? Aprendi a conviver com isso. A história é assim. Meu a