Depois que Cori finalmente foi para a sua cama, no seu novo quarto, respirando curto, quase sempre enroscada na boneca como se agarrasse coragem, eu fiquei ainda alguns minutos ali, encostada no batente, observando-a. A meia-luz deixava tudo com um brilho dourado que não existia em mais lugar nenhum do mundo. Sempre que ela dormia, parecia que todo o caos lá fora precisava fazer silêncio.
Fechei a porta devagar, puxando o ar com cuidado para não desmoronar junto da exaustão. O corredor est