Aquela semana parecia se arrastar como se os dias tivessem o dobro de horas. A cafeteria, que antes era o meu refúgio, agora era o epicentro do desconforto. Cada vez que Matt aparecia — e ele sempre aparecia, de forma imprevisível — o ar parecia pesar de um jeito quase tangível. Ele não falava comigo, e eu também não falava com ele, mas os nossos olhares se cruzavam inevitavelmente, num silêncio carregado.
Era estranho. Ele me ignorava, e mesmo assim, eu o sentia. A presença dele tinha um p