RUSS
Deixo Lucile em casa, mas levo comigo a sensação de que deixei também uma parte de mim naquela porta. Ainda sinto o gosto dela na boca, ainda ouço o riso dela preso nos meus ouvidos. Eu queria ter ficado. Queria ter segurado sua mão até a noite chegar de novo, e o sonho se repetir. Porque estar com ela, nos meus braços, no seu perfume, é sempre um sonho.
O celular vibra no console. Número do hospital. O coração dispara.
Atendo antes mesmo de pensar.
— Russel Spencer.
A voz do ou