Gabriela narrando (continuação)
Assim que a porta se fechou, deixei a caneta cair na mesa e afundei o rosto nas mãos.
O Rodrigo tinha esse efeito em mim. Um silêncio que falava muito. Um olhar que cutucava fundo. Ele não forçava nada, não fazia rodeio… mas quando me olhava daquele jeito, parecia que enxergava tudo o que eu tentava esconder.
E isso me desequilibrava.
Porque desde que entrei na empresa, há dois anos, ele sempre esteve ali. Sério, firme, competente. Era o tipo de homem que impunha