Vincent
continuação
O ar da madrugada cortava como navalha quando deixamos o quarto, Mirella aninhada em meus braços, o pequeno entre nós, envolto em um cobertor que encontrei no cativeiro. Cada passo era uma oração muda, uma promessa de que nunca mais alguém tocaria na minha família.
Julian surgiu no fim do corredor, o rosto sujo de fuligem e suor, o olhar grave.
— Setores limpos. Três capturados vivos — disse ele, mas a voz carregava raiva. — O resto... bom, não vão mais incomodar.