Paolla
Caminhando pelos corredores da Baumann, eu mantinha a cabeça erguida e a postura impecável, como sempre fazia, mas por dentro, a raiva fervia. Aaron, aquele ingrato, me tratou como se eu fosse nada.
Ao dobrar um corredor, fui surpreendida pela figura imponente de Leonel, caminhando em sentido contrário ao meu. Ele me observou com o olhar analítico que eu tanto detestava, mas logo suavizou a expressão ao se aproximar.
— Paolla, como você está? — perguntou, sua voz carregada de uma preocup