Axel
A noite tinha sido longa. Kimberly havia voltado para a cama, mas dormira virada para o outro lado, distante. E eu, acordado, revirava-me entre os lençóis, perseguido por memórias que não queria mais carregar.
Na cozinha, encontrei Fred já com uma caneca de café entre as mãos. Ele ergueu os olhos quando me viu entrar, a sobrancelha erguida em silêncio inquisidor.
— Parece que alguém dormiu tão bem quanto um gato em cima de um telhado molhado, — ele comentou, sarcástico.
Eu ignorei o tom de