Certa vez, Pitter olhou nos olhos do Dr. Lin e perguntou:
— Como é... estar apaixonado por alguém?
Dr. Lin sorriu, paciente, como se já tivesse ouvido essa pergunta outras vezes.
— Você vai saber... quando conhecer essa pessoa — respondeu com simplicidade.
Naquele momento, Pitter achou a resposta vaga. Mas foi só conhecer Amara que entendeu o real significado daquelas palavras. Não foi uma epifania. Foi um incômodo suave no peito que, aos poucos, se tornou constante. Era ela. Sempre foi ela.
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